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AUMENTA NÚMERO DE ÓBITOS NAS ESTRADAS

11/06/2018

Estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indica que em 2017 nas rodovias federais o Rio Grande do Sul registrou 391 óbitos, o quarto maior número de mortes em acidentes de trânsito entres os estados, o que corresponde a uma alta de 12,4% em relação a 2016. O estudo aponta que o Rio Grande do Sul, em 2017, teve 3.837 acidentes com mortos e feridos, o quinto maior índice do país.

Entre as rodovias federais, o solo gaúcho registra cinco trechos entre os 100 mais perigosos do país. No estado, o trecho que mais registra fatalidades está na BR 293, entre os quilômetros 11,3 e 21,3, em Capão do Leão, na Região Sul. No local, tido como 32º mais perigoso do Brasil, ocorreram oito mortes e 23 acidentes com vítimas no ano passado.

A BR 116 tem dois trechos citados no estudo. Um deles em Canoas, entre os quilômetros 261,6 e 271,6, onde ocorreram sete mortes e 103 acidentes com vítimas. O outro é em São Leopoldo, entre os quilômetros 242,9 e 252,9. O local registrou seis óbitos e 110 ocorrências com feridos.

O trecho citado da BR 386 em Almirante Tamandaré do Sul é de responsabilidade da 14a Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (DPRF), com sede em Sarandi. O agente Cleverson Batista destaca que dos 196 quilômetros da BR 386 que fazem parte da jurisdição da delegacia o trecho apontado pela pesquisa da CNT é de fato um dos que mais preocupa a PRF. “Temos este trecho citado pela pesquisa mapeado como um dos pontos críticos da área de abrangência da 14a DPRF. Fatores como a falta de atenção dos condutores aliado ao excesso de velocidade são os principais motivos de acidentes no trecho”, comenta o policial rodoviário.

De acordo com o agente, os trabalhos operacionais da 14a Delegacia têm sido intensificados justamente neste percurso, fazendo-se uso de radar na área bem como fiscalização de infrações as quais a PRF considera mais prejudiciais, como as ultrapassagens em local proibido e o não uso do cinto de segurança. “Embora seja um trecho de pista simples, eu diria que de estado de conservação é um dos que tem as melhores condições na nossa região. O ponto delicado é que se tem ali a chamada serrinha, onde se há algumas curvas sinuosas, mas já a partir do quilômetro 153 a topografia é mais favorável”, diz Batista. 

Conforme o  policial, entre os tipos de acidentes mais comuns no trecho estão as saídas de pista e as colisões frontais. De acordo a PRF, as colisões frontais são as situações, na maioria das vezes, que resultam na maior parte da mortes.

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